terça-feira, 29 de setembro de 2009

Pathoscópio - Lesão Isquêmica

PALESTRA SOBRE TUBERCULOSE





Foi um sucesso! o interesse das pessoas que assistiram a palestra nos surpreendeu,
Mais um desafio que se é superado!

Foto da palestra sobre DST's

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

TIPOS DE ÚLCERA POR PRESSÃO

A úlcera é classificada do estágio I ao IV em referência a profundidade de comprometimento tecidual e não a gravidade da lesão.



A ÚLCERA DE PRESSÃO


É uma área localizada de necrose celular que tende a se desenvolver quando o tecido mole é comprimido entre uma proeminência óssea e uma superfície dura por um período prolongado de tempo.
Outros termos freqüentemente usados são úlceras de decúbito, escara, escara de decúbito, porém, por ser a pressão o agente principal para a sua formação, recomenda-se a adoção do termo – úlcera de pressão (UP).
O termo escara deve ser utilizado para designar a parte necrótica ou crosta da ferida e não como seu sinônimo.
As localizações mais comuns das úlceras de pressão são as regiões sacral e os calcâneos. Ao redor de 60% das úlceras de pressão se desenvolvem na área pélvica ou abaixo.

NOCICEPTORES


É um receptor sensorial que envia sinal que causa a percepção da dor em resposta a um estímulo que possui potencial de dano. Nociceptores são terminações nervosas responsáveis pela nocicepção.

SISTEMA COMPLEMENTO


O Sistema Complemento é composto por proteínas de membrana plasmática e solúveis no sangue , participam das defesas inatas (natural) e adquiridas (memória). Essas proteínas reagem entre elas para opsonizar os patógenos e induzir uma série de respostas inflamatórias que auxiliam no combate à infecção. Inúmeras proteínas do complemento são proteases que se auto-ativam por clivagem proteolítica. Para que o sistema complemento expresse a sua atividade é necessária a sua ativação prévia. As atividades mais importantes de defesa do hospedeiro são efetuadas por C3 e C5, estruturalmente semelhantes. A clivagem de tais proteínas é feita por proteases altamente específicas, as convertases. Existem três C3 convertases (C4b2a, C3(H20)Bb, C3bBb) e duas C5 convertases (C4b2a3b, C3bBb3b), organizadas durante a ativação das três vias do complemento, denominadas vias: clássica, da lectina, e alterna.

TRANSUDATO X EXSUDATO

TRANSUDATO: É o fluido de baixo conteúdo protéico, resultado de alterações na pressão hidrostática, com permeabilidade vascular normal. Exemplo de transudato: ASCITE, ou mais conhecido como Barriga'dagua, que é o acúmulo de líquidos (plasma sanguíneo) no abdome.

EXSUDATO: Fluidos (como o pus) que passam através das paredes vasculares em direção aos tecidos adjacentes. Estes fluidos envolvem células, proteínas e materiais sólidos. O exsudato pode escoar de incisões ou locais onde haja inflamação ou infecção.

DIAPEDESE

Passagem do Leucocitos dos capilares sanguineos para o tecido conjuntivo Faz-se por atravessamento da parede do capilar. Este processo geralmente ocorre quando uma área é danificada e o processo de inflamação é necessário. Por Diapedese, os neutrófilos e monócitos são atraídos até o local da inflamação, passando a englobar e destruir (fagocitose) os agentes invasores. A diapedese e a fagocitose fazem dos neutrófilos a linha de frente no combate às infecções.


terça-feira, 22 de setembro de 2009

Inflamação Aguda X Inflamação Crônica




Figura 1:
Inflamação aguda - predominância de neutrófilos e necrose.

Figura 2:
Inflamação crônica - com células gigantes (CG), linfócitos (L), macrófagos (M) e grande quantidade de fibroblastos (F).

INFLAMAÇÃO CRÔNICA

1. Conceito:

É uma inflamação de longa duração; caracterizada por destruição tecidual, infiltração de células mononucleadas(linfócitos, macrófagos e plasmócitos) e reparo(fibrose). Ocorre também quando o agente inflamatório não é eliminado pela inflamação aguda. Nesta inflamação em vez de exsudato rico em líquido, fibrina e neutrófilos, haverá aumento da proporção de linfócitos, macrófagos, proliferação de vasos e de fibroblastos, com deposição de colágeno e ausência ou pouca evidência dos quatro sinais cardiais da inflamação: calor, rubor, tumor e dor.

CONTINUAÇÃO DE INFLAMAÇÃO CRÔNICA

2. Citocinas:

São proteínas secretadas pelas células da imunidade inata adquirida que medeiam muitas das funções dessas células, estimulando diversas respostas nas células envolvidas na imunidade e inflamação. Estimula também o desenvolvimento das células hematopoiéticas. No que diz respeito exclusivamente às inflamações, as citocinas são modificadores da resposta biológica.

3. Revertendo o processo inflamatório no processo de Enfermagem:

Nas condições crônicas, em que a superfície cutânea está seca e descamativa, são empregados emulsões hidrossolúveis, cremes, pomadas e ungüentos.

4. Bibliografia:
  • ROBINS. Patologia básica. 8ª Ed.
  • K. ABLAS, Abol; H. LICHTMAM, Andrew; S. POLER, Jordan. Imunologia celular e molecular. 4ª Ed.
  • BRUNNER; SUDDARTH. Tratado de enfermagem médico-cirúrgica. 4ª Ed.

INFLAMAÇÃO AGUDA

A inflamação aguda é a resposta inicial do organismo a lesão tecidual; há presença de fenômenos como: aumento de permeabilidade vascular e migração de leucócitos (Neutrófilos). Caracteriza-se pelos sinais cardinais da inflamação: dor, calor, rubor e tumor. A inflamação aguda tem como objetivo principal a eliminação do agente agressor, ocorrendo freqüentemente destruição tecidual. Os fenômenos são transitórios, e se o agente agressor não for eliminado haverá cronicidade (inflamação crônica).

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Para refletir...

Jamais considere seus estudos como uma obrigação,mas como uma oportunidade invejável para aprender a conhecer a influência libertadora da beleza do reino do espírito, para seu próprio prazer pessoal e para proveito da comunidade à qual seu futuro trabalho pertencer.
(Albert Einstein)

terça-feira, 15 de setembro de 2009

INFLAMAÇÃO


Abscesso na pele, mostrando edema e hiperemia característicos da inflamação, com área central necrótica de cor escura

FIBROSE

Fibrose é a formação ou desenvolvimento em excesso de tecido conjuntivo fibroso em um órgão ou tecido como processo reparativo ou reativo, com a formação de tecido fibroso como um constituinte normal de um órgão ou tecido.





Doenças relacionadas com a Fibrose:



  • Fibrose cística do pâncreas e pulmões;

  • Tuberculose pode causar fibrose nos pulmões;

  • Fibrose mediastínica;

  • Fibrose retroperitoneal;

  • Fibrose proliferativa, Fibrose neoplásica;

  • Cirrose pode resultar de uma fibrose no fígado;

  • Anemia falciforme pode causar aumento e até fibrose do baço;

  • Endomyocardial fibrosis, cardiopatia idiopatica;

  • Fibrose pulmonar idiopatica;

  • Diffuse parenchymal lung disease;

  • Fibrose massiça progressiva, uma complicação relacionada a trabalhadores de minas de carvão' silicose pulmonar.

CICATRIZAÇÃO


Cicatrização é o nome dado ao processo de reparo, o qual se faz à custa da proliferação do tecido conjuntivo fibroso, em que o tecido preexistente fica substituído por cicatriz fibrosa.
Para muitos, o processo de cicatrização é considerado um seguimento do processo inflamatório que provocou perda de substância. Realmente, na inflamação, o reparo se faz presente desde a fase aguda. O reparo também ocorre após perda de tecido por infarto, hemorragias, por ressecção cirúrgica, etc.

FORMAS de CICATRIZAÇÃO


As forma de cicatrização podem ser: primária, secundária ou primária tardia.

CICATRIZAÇÃO PRIMÁRIA

Advém da sutura por planos anatômicos. Na cicatrização primária não há perda tecidual.
Pode ocorrer complicações como isquemia peri-sutura em decorrência de técnica inadequada, presença de corpo estranho, coleção de líquidos, hematomas e infecção superficial. Esses fatores poderão evoluir à deiscência de sutura cirúrgica.

CICATRIZAÇÃO SECUNDÁRIA

Quando a evolução cicatricial da ferida é espontânea chama-se secundária.

CICATRIZAÇÃO PRIMÁRIA TARDIA

Às vezes, para acelerar o processo de cicatrização secundária pode-se realizar aproximação das bordas da ferida com pontos de sutura simples. Tal procedimento é denominado cicatrização primária tardia.
Fisiologicamente, o mecanismo de cicatrização é o mesmo, variando na duração do processo e nos resultados estético-funcional, que são melhores na cicatrização primária.

REGENERAÇÃO

Epitélio da derme e da mucosa bucal. Apesar de ambos os tecidos serem constituídos por células lábeis, existem diferenças na capacidade regenerativa: a mucosa bucal regenera mais facilmente do que a pele (HE, 100X e 40X).


A regeneração promove a restituição da integridade anatômica e funcional do tecido. Todo o procedimento regenerativo se realiza em tecidos onde existem células lábeis ou estáveis, isto é, células que detêm a capacidade de se regenerar através de toda a vida extra-uterina (por exemplo, células epiteliais, do tecido hematopoiético etc.); por intermédio da multiplicação e organização dessas células origina-se um tecido idêntico ao original. Além dessa condição, a restituição completa só ocorre se existir um suporte, um tecido de sustentação (como parênquima, derma da pele etc.) subjacente ao local comprometido. Esse tecido é o responsável pela manutenção da irrigação e nutrição do local, fatores essenciais para o desenvolvimento da regeneração dentro dos padrões normais.
As fases da regeneração incluem um momento em que há destruição das células lesadas e inflamação, seguido por intensa proliferação (respectivamente, fases de destruição e progressão).
O epitélio (pele) se regenera rápida e facilmente quando destruído. Células hepáticas (fígado), o tecido ósseo, tem alto poder de regeneração. As células do músculo liso, são capazes de regenerar em resposta a fatores quimiotáticos (que atraem outras células) e mitogênicos (que promovem mitose). Já o músculo estriado é frequentemente classificado como permanente, incapaz de regeneração. Todas as variedades de tecido conjuntivo são capazes de se regenerar, mas em diferentes níveis de capacidade. O tecido nervoso periférico tem baixo poder de regeneração, mas pode se recompor diante de algumas agressões, já no tecido nervoso central os neurônios não podem ser regenerados.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

EXAME PREVENTIVO



O exame preventivo do câncer do colo do útero - conhecido popularmente como o exame de Papanicolaou - é indolor, barato e eficaz. Ele consiste na coleta de material para exame de três locais: da parte externa do colo (ectocérvice), da parte interna do colo (endocérvice) e do fundo do saco posterior da vagina. Para grávidas se evita a coleta da endocérvice, para não estimular contrações uterinas. A fim de garantir a eficácia dos resultados, a mulher deve evitar relações sexuais, não usar duchas, medicamentos vaginais ou anticoncepcionais locais nos três dias anteriores ao exame. O exame não é realizado durante o período menstrual, exceto se for um período menstrual prolongado, além do habitual. A colposcopia permite examinar com mais detalhes o colo uterino, devendo ser realizada a cada 3-5 anos, dependendo dos achados e indicação médica.

Inflamação



A inflamação é uma resposta natural do organismo contra uma infecção ou lesão do tecido. O tecido inflamado torna-se avermelhado, inchado, quente e dolorido, características do processo inflamatório. Embora desejado esse processo pode também representar uma agressão aos tecidos e o seu controle é desejável em muitas situações, como nas inflamações da garganta ou do ouvido, pneumonias, artrites, meningites, entre outras. A inflamação pode ser aguda ou crônica e essa distinção tem relação com a velocidade de instalação dos sintomas referentes ao processo inflamatório e não com a sua gravidade. Um exemplo de resposta inflamatória aguda é um espinho no dedo, enquanto uma reação inflamatória crônica pode ocorre na artrite reumatóide.

METRITE: Inflamação que atinge o útero

A metrite é uma Inflamação aguda ou crônica do endométrio, camada muscular o útero. É causada por ferimentos no útero, uso de métodos abortivos e/ou comportamento sexual inadequado (agressivo). Os principais sintomas são: corrimento vaginal fétido e purulento, dismenorréia, dor de cabeça, vertigens e vômito. A mulher com metrite deve procurar suporte médico para avaliação e tratamento da inflamação e deve ser submetida a repouso total no período de tratamento e na fase de recuperação. A alimentação deve ser rica em alimentos depurativos do sangue.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

sábado, 5 de setembro de 2009

Papiloma Vírus Humano - HPV




O papiloma vírus humano - HPV - é um vírus que infecta os queratinócitos da pele ou mucosas. A maioria dos subtipos está associada a lesões benignas, tais como verrugas, mas certos tipos são frequentemente encontrados em determinadas neoplasias como o cancro do colo do útero.

A principal forma de transmissão do HPV é por via sexual,estima-se que 25 a 50% da população feminina mundial esteja infectada. A infecção também pode ocorrer no homem, embora as manifestações clínicas sejam menos frequentes do que na mulher.

*Na figura 1: as lesões causadas pelo papiloma vírus no colo do útero.
*Na figura 2: as verrugas no hálux.

PIGMENTAÇÃO EXÓGENA


Pigmentação é o acúmulo anormal de pigmentos ou até mesmo a sua diminuição devido a alguma agressão que a célula sofreu; e na pigmentação exógena os pigmentos são de origem externa ao organismo.

A figura mostra um pulmão com antracose, apresentando acúmulo de partículas de carvão. Essas partículas seguem o trajeto dos vasos linfáticos e dos linfonodos, pois são fagocitadas pelos macrófagos e "armazenadas" nas estruturas linfóides. A antracose é praticamente inócua, sendo encontrada na maioria dos trabalhadores urbanos e nos fumantes.

PIGMENTAÇÃO ENDÓGENA



A pigmentação patológica também pode ser endógena,ou seja, formada a partir de pigmentos naturais do corpo.

A figura mostra um fragmento de mucosa jugal, onde se nota um tipo de lesão extremamente vascularizada (v); a lise das hemáceas é grande, ocasionando, às vezes, o aparecimento do pigmento de hemossiderina (cabeças de seta). Esse pigmento confere à lesão uma cor castanha-avermelhada.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Endometriose .



Caracteriza-se pelo crescimento do tecido do revestimento interno uterino (endométrio) fora do útero, podendo alojar-se noutros órgãos, como os ovários, intestinos e bexiga. Com a ovulação, este tecido inflama e causa dor. A endometriose é uma doença muito comum. Sendo esse tecido intra-uterino, ele responde aos hormônios femininos e portanto dilata-se e enche-se de sangue no período próximo a menstruação, por isso, algumas pessoas apresentam sangue nas fezes e na urina também A única confirmação de diagnóstico de endometriose é feita por laparoscopia. Os sintomas mais comuns da endometriose incluem: Dor e / ou períodos abundantes; Dor durante as relações sexuais; Dor a urinar (especialmente quando está com o período); Infertilidade; Fadiga; Períodos irregulares; Dor antes ou depois de defecar; Sangrar pelo reto; Irritação intestinal – diarréia, cólicas, prisão de ventre.

ANEMIA / HEMOGLOBINA



Diz-se haver anemia (do grego, an = privação, haima = sangue) quando a concentração da hemoglobina sanguínea diminui aquém de níveis arbitrados pela Organização Mundial de Saúde em 13 g/dL para homens, 12 g/dL para mulheres, e 11 g/dL para gestantes e crianças entre 6 meses e 6 anos. A hemoglobina é o pigmento que dá a cor aos glóbulos vermelhos (eritrócitos) e tem a função vital de transportar o oxigênio dos pulmões aos tecidos. Apesar de ter um cortejo de sintomas e sinais próprios, a anemia não é, em si, uma doença, mas uma síndrome, pois pode decorrer de uma extensa lista de causas. É a síndrome crônica de maior prevalência em medicina clínica.

Envelhecimento Celular

degeneração Hialina


Degeneração hialina caracterizada como um acúmulo de proteínas no interior de células ou no meio extracelular. Este tipo de degeneração resulta da ação de substâncias irritantes com intensidade moderada. Caracteriza-se pela presença de massas translúcidas de formas arredondadas, com parte central de aparência calcificada.

Bomba de Sodio Potássio. Na+/K+-ATPase ou bomba Na+/K+


A bomba de sódio é um mecanismo que se localiza na membrana plasmática de quase todas as células do corpo humano. É também comum em todo o mundo vivo. Para manter o potencial elétrico da célula, esta precisa de uma baixa concentração de íons de sódio e de uma elevada concentração de íons de potássio, dentro da célula. Fora das células existe uma alta concentração de sódio e uma baixa concentração de potássio, pois existe difusão destes componentes através de canais iônicos existentes na membrana celular. Para manter as concentrações ideais dos dois íons, a bomba de sódio bombeia sódio para fora da célula e potássio para dentro dela. Note-se que este transporte é realizado contra os gradientes de concentração destes dois íons, o que ocorre graças à energia liberada com a clivagem de ATP (transporte ativo).

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Observação de Grânulos de Melanina


A: Ausência de pigmento melânico (-).
B: Presença de pequena quantidade de grânulos de melanina (+).
C: Presença de moderada quantidade de grânulos de melanina (++).
D: Presença de grande quantidade de grânulos de melanina (+++).

Câncer de Pele ( Melanoma Cutâneo )



É o tipo de câncer que tem origem nos melanócitos; considerado um dos mais graves, devido à sua alta possibilidade de metástase.

Isquemia



1: Animal normal.
2: Animal submetido a 30 minutos de isquemia; focos de edema intersticial leve, desorganização da cromatina e vacuolização nuclear.
3: Animal submetido a 45 minutos de isquemia; lesões semalhantes às anteriores, porém com mais intensidade.